14 de jan. de 2012

CASA DE RATINHOS

Casinha de camundongos
Entre plantas escondidas,
É buraquinho na terra
Onde doce corre a vida.

Pequena, bem limpinha,
Tem a porta sempre aberta;
Os moradores chegando,
Medrosos, vão logo entrando...
(H. P. Vieira)

POMBINHA-ROLINHA

Pombinha-rolinha
Passou por aqui
Comendo, bebendo,
Fazendo assim, assim,
Assim, outra vez assim...

ADIVINHAÇÕES

Casa caiada,
Bonina amarela,
Telhado de vidro
Ninguém mora nela. (OVO)



Altas varandas,
Formosas janelas
Que se abrem e fecham
Sem ninguém tocar nelas. (OLHOS)



Sou comprida e amarela,
Tenho um nariz vermelhinho,
Se me deixam muito em pé,
Vou sumindo, vou sumindo,
Resta só um bocadinho. (VELA)



Uma casinha rosada
Se abre em formosa janela;
A janela é gradeada;
Trinta e dois varões há nela. (BOCA E DENTES)

RAINHA DE COPAS

A Rainha de Copas
Fez uns bolinhos,
Num dia de verão.
O Valete de Copas
Levou os bolinhos
E escondeu lá no porão.
O Rei de Copas
Quis os bolinhos
E ralhou com o espertalhão.
O Valete de Copas
Trouxe os bolinhos
E ao rei pediu perdão.
(Trad. de H. P. Vieira)

 

13 de jan. de 2012

VOU AO MERCADO

Pro mercado, pro mercado
Pra comprar um bom leitão.
Depois pra casa, pra casa,
Balalão, bão, bão... balalão, bão, bão
Pro mercado, pro mercado,
Pra comprar um bom porquinho.
Depois pra casa, pra casa,
Bililim, bim, bim... bililim, bim, bim
Pro mercado, pro mercado,
Pra comprar um pirulito.
Depois pra casa, pra casa,
Pulando que nem cabrito.
(Ad. M. de L. Figueiredo)

MEU VELEIRO

Meu barco é veleiro,
Nas ondas do mar.
Este barco é o primeiro
Que achei, pra navegar, ó Iaiá.
Meu barco é o primeiro
Que achei, pra navegar, ó Iaiá.
Meu barco é veleiro,
Nas ondas do mar.
Meu barco tem cheiro,
De jasmim, manacá, ó Iaiá.

À BEIRA DA PRAIA

Me disse um barqueiro,
À beira da praia,
Me disse um barqueiro:
Menina bonita
Não pega dinheiro.

PÁSSARO CATIVO

Armas, num galho de árvore, o alçapão
E, em breve, uma avezinha descuidada,
Batendo as asas cai na escravidão.
Dás-lhe então, por esplêndida morada,
Gaiola dourada;
.
Dás-lhe alpiste, e água fresca, e ovos e tudo.
Por que é que, tendo tudo, há de ficar
O passarinho mudo,
Arrepiado e triste sem cantar?
É que, criança, os pássaros não falam..
Só gorjeando a sua dor exalam,
Sem que os homens os possam entender;
Se os pássaros falassem,
Talvez os teus ouvidos escutassem
Este cativo pássaro dizer:
.
"Não quero o teu alpiste!
Gosto mais do alimento que procuro
Na mata livre em que voar me viste;
Tenho água fresca num recanto escuro.
Da selva em que nasci;
Da mata entre os verdores,
Tenho frutos e flores
Sem precisar de ti!
.
Não quero a tua esplêndida gaiola!
Pois nenhuma riqueza me consola,
De haver perdido aquilo que perdi...
Prefiro o ninho humilde construído
.
De folhas secas, plácido, escondido.
Solta-me ao vento e ao sol!
Com que direito à escravidão me obrigas?
Quero saudar as pombas do arrebol!
Quero, ao cair da tarde,
Entoar minhas tristíssimas cantigas!
Por que me prendes? Solta-me, covarde!
Deus me deu por gaiola a imensidade!
Não me roubes a minha liberdade...
Quero voar! Voar!
.
Estas cousas o pássaro diria,
Se pudesse falar,
E a tua alma, criança, tremeria,
Vendo tanta aflição,
E a tua mão tremendo lhe abriria
A porta da prisão...
.
(Olavo Bilac)

.

DEUS

Eu me lembro! eu me lembro! - Era pequeno
E brincava na praia; o mar bramia
E, erguendo o dorso altivo, sacudia
A branca espuma para o céu sereno.
E eu disse a minha mãe nesse momento:
"Que dura orquestra! Que furor insano!
Que pode haver maior do que o oceano,
Ou que seja mais forte que o vento?!"
Minha mãe a sorrir olhou p'ros céus
E respondeu: - "Um Ser que nós não vemos
É maior do que o mar que nós tememos,
Mais forte que o tufão! meu filho, é Deus!"
(
Casimiro de Abreu)




HAVIA UM HOMEM...

Havia um homem torto,
Que andou uma milha torta.
Encontrou uma moeda torta,
Numa cancela torta.
Comprou um gato torto,
Que pegou um rato torto.
E viveram todos juntos,
Numa pequena casa torta.
(Trad. M. de L. Figueiredo)

POBRE VOVÔ

O vovô, pobre coitado,
Quando à mesa se sentou,
Ficou triste, acabrunhado,
Quase de nada provou

Dói-lhe o dente, dói-lhe o rim,
Dói-lhe a perna, tudo enfim.
Escute aqui vovozinho,
Posso comer seu docinho?
(Helena P. Vieira)

MEIA-NOITE

Meia-noite soou na floresta,
No relógio do sino de pau
A velhinha, rainha da festa,
Se sentou num grande jirau.

Taturana, uma bruxa amarela,
Resmungando com ar carrancudo,
Se ocupava em fritar na panela,
Um patinho com penas e tudo.

12 de jan. de 2012

VAI ABÓBORA

Vai abóbora, vai melão,
Vai melão, vai melancia,
Vai jambo, sinhá,
Vai jambo, sinhá,
Vai jambo, sinhá, bem doce.

  

NO JARDIM

Jardineiro, jardineiro,
Vai regar o teu canteiro,
Lindas flores, lindas flores,
Colherás o ano inteiro.
(Helena P. Vieira)

OS GANSOS

Ia andando pela estrada.
Numa tarde de verão,
Quando vi três lindos gansos
Voando pela amplidão.
(Maria de L. Figueiredo)

UM, DOIS, FEIJÃO COM ARROZ

Um, dois, feijão com arroz.
Três, quatro, tenho um pato.
Cinco, seis, pulo uma vez.
Sete, oito, como biscoito.
Nove, dez, olho meus pés.

JÁ SEI CONTAR

Um, dois, três; quatro, cinco,
Com coelhinho, eu brinco.
Seis, sete, oito; nove, dez,
Ele pula, nos meus pés.
(Maria L. Figueiredo)

11 de jan. de 2012

NO RELÓGIO

Dim, dom, dim, dom!
O ratinho lá subiu,
Mas o relógio tocou,
E o ratinho fugiu
Com o susto que levou.
(Helena P. Vieira)

OS TRÊS RATINHOS

Lá vão três ratinhos cegos,
Atarantados correndo,
E a mulher do fazendeiro
Matá-los está querendo.
(Helena P. Vieira)

 

QUE LUCRO ?

Minha galinha pôs um ovo.
Minha galinha pôs dois ovos.
Vou vendê-los, meus senhores,
E comprar sapatos novos.
(Helena P. Vieira)